segunda-feira, 16 de junho de 2008

VACAciones sem BIKE...a ler o nr.2 da FREE BIKE, a ver os jogos da BOLA e a acompanhar as 24 horas de MONSANTO!

O Marriott Praia del Rey abriu em Dezembro de 2003. Desde essa altura - muitas vezes motivado pelos trilhos da Serra del Rey e de Óbidos - que tenho lá passado bons fins de semana e até semanas completas de férias. Dia sim dia não (ás vezes dia sim, sim, sim!) lá acordava antes das 8 da manhã para ás 09:00 estar montado em cima dela e partir (de novo...) á descoberta daqueles caminhos fantásticos! Cheguei de lá hoje e estive lá 10 dias. Mas desta vez não levei a minha menina. Nem eu nem o Marmax... Mesmo sem combinarmos se as levávamos ou não, optámos por não o fazer. O corpo e a mente estavam cansados e descansar impunha-se! Se bem que com crianças e bébés e tralha até dizer chega, descansar não seja uma palavra a entender-se no seu sentido mais literal, mas enfim, lá "descansei". Mas tive umas saudades do camandro de dar uma boa pedalada, lá isso tive!

"Desportei" muito pouco... caminhei na praia, joguei umas futeboladas com a criançada, dei uma braçada ou duas e ontem levei uma coça de um terapeuta com 1m80 que durante 1h30 me fez sentir os efeitos da massagem tailandesa. Vai lá vai, Toni!
Sinceramente, com esta idade, barriga e vida sedentária q.b., nunca pensei que ainda tivesse aquela flexibilidade!!! Mais uma vez, dobrei mas não parti ahahahahahah!

Entretanto saíu o nr. 2 da FREE BIKE. Recebi o aviso por mail e decidi ler a revista on line. Muito melhor esta segunda edição! Os meus parabens ao Rui e ao Gonçalo - e restante equipa - pelo magnifico trabalho ao nível do grafismo, dos conteudos e da possibilidade (pensada) de fazer dos leitores e amigos, repórteres ocasionais de BTT. Neste nr. 2 pode encontrar-se uma matéria sobre a Maratona de Portalegre escrita pour moi même. Gostei do ritmo que imprimi ao texto e da forma como abordei o evento, dando destaque a assuntos que normalmente não se referem nas reportagens destas maratonas. Este ano - parece que há um quid pro quo com a Bike Magazine - a organização da prova não terá autorizado esta publicação a escrever sobre o assunto (...!!!), por isso, parece-me que so será possível ler qualquer coisa na imprensa especializada sobre a Maratona de Portalegre na FREE BIKE nr.2, deixando este V. escriba cheio de orgulho!!!

É tambem com orgulho que vi publicada na revista a apresentação dos meus queridos amigos OLAVO BIKERS de SP Brasil; conheço as potencialidades da pena do meu estimado Carlos Antunes (Portuga do Pedal) e tenho a certeza de que as crónicas que irão continuar a aparecer na revista, sobre a realidade do BTT por Terras de Vera Cruz, interessarão a muitos leitores Portugueses e certamente Brasileiros a residir em Portugal. E uma vez que a revista se enconta on line, os bikers do Brasil - nomeadamente os que se identificam com os Olavo - vão achar muito especial mais essa divulgação dos seus fantásticos passeios!!!

Em relação á "bola" - muito sinceramente - acho que esta decisão do "seu Scollari" não podía ter sido informada em pior momento; para já ganhámos o direito a estar nos quartos de final, mas sinceramente, espero que o rendimento da equipa principal se mantenha e que pelo menos a partir de agora, o "mister" se preocupe um pouco mais em estudar a táctica das equipas adversárias; eu que não percebo nada de futebol, acho que ele não adapta a equipa que treina á equipa com quem vai jogar o jogo seguinte. Bola prá frente, uns quantos rasgos de valor individual, uma ou outra jogada estudada mas nunca "...contra o futebol dos Checos devemos jogar assim, mas contra os Alemães deveremos jogar assado..." nãããããã. A ver vamos o que vai acontecer!!! Para além disso, o traidor continua a apostar no Zé dos Frangos. Não sei, mas acho que o boneco do Ricardo ainda nos vai deixar ficar mal...
CORRECÇÃO ESCRITA DEPOIS DO JOGO COM A ALEMANHA: E NÃO É QUE DEIXOU...?! FILHOS DA PIX... Nem os boches acreditavam que sería possível ganhar aos saloios dos tugas, mas como o parvo do treinador não adaptou a equipa ao jogo eficaz dos bárbaros, vai buscar!!!

As 24 Horas de Monsanto é um evento fabuloso.
Adorava ter participado, mas "cortar" as férias a meio não estava nos meus planos...
Não houve uma equipa VACAS VELHAS MBT composta pelo núcleo duro, mas o nosso grande DAVID ARMSTRONG organizou uma equipa vestida "á la Vaca Velha" e com mais 3 amigos lá forma á prova. Penso que foi um sucesso e que todos se divertiram.

Sinto Monsanto como uma parte de mim; comecei a pedalar lá há uns 12 ou 13 anos... Tinha então 20 e tal anos e agora já tenho 40 e tal sempre a bombar ahahahahahahahah.

Conheci Monsanto com mato perigoso para os incendios, com poucos ou nenhuns trilhos abertos, sem ciclovias, sem civilização, sem estradas fechadas ao transito, sem skate park, sem rappel na Pedreira, sem Parque da Serafina, sem caminhos limpos, sem infraestruturas quase nenhumas (a não ser o Parque do Alvito, o Centro de Ténis e o Clube de Tiro com as respectivas saraivadas de chumbo que nos caíam em cima). Nesse tempo, o colorido de Monsanto não eram as cores garridas das bikes e das jerseys, eram as putas que por lá pululavam e os kleenex de várias cores que de vez em quando teimavam "em colar-se" ás rodas das nossas bikes rigidas!!! Sim, porque a unica bike com suspensão (total!!!!) era a do Nuno "Gordo"; uma PROFLEX complicadíssima que á época - tipo em 1993 - já tería custado uns 700 contos (hoje sería certamente um topo de gama daqueles de 8.000 Euros!).

Foram bons aqueles tempos. Não foram certamente os meus melhores dias de BTT se falarmos em prestações e forma fisica - não nos podemos esquecer que naquela altura a KAPITAL reunía a preferência dos tempos de lazer da maioria da minha geração e o desporto era uma merda para tótós eheheheheheheh - e por isso, muito simplesmente, aquilo era um suplicio!!! Lembro-me de uma vez o JLMoita e p Gonçalo me terem ido buscar a casa ás 8 da manhã e eu ainda estar completamente grosso!!! Mas fui e logo para o clássico - á epoca - Cascais / Sintra / Abano com partida de casa do Nuno...

Monsanto transformou-se e ainda bem. Considero-o um espaço unico e perfeito como city park. Não sei se existirão muitos parques urbanos na Europa com as caracteristicas deste, onde é possível praticar BTT mais ou menos hardcore. Penso que não... Conheço muitos desses parques dos EUA ao Brasil, passando por tantos outros na Europa que mesmo sendo maiores, mais bem arranjados e equipados, não oferecem condições ideais para a prática desta modalidade. É verdade que Monsanto é muito trialeiro e que não oferece tiradas longas seja a subir, a descer ou até mesmo em plano, mas é essa diversidade de trilhos que agrada a tantos. Há singles tracks e subidas exigentes mas há sobretudo muita diversão. Evoluí no BTT em Monsanto e atrevo-me a dizer que ao longo destes anos é capaz de ter sido o local onde rolei mais kms. E é ali que eu vou continuar a rolar e onde o meu filho de 6 anos já rola e adora...!

Volto ás 24 horas de Monsanto... o David representou e bem a vacaria! Recomendo a leitura do seu animado texto no blog oficial das VACAS VELHAS. A classificação? Não sei mas tambem não interessa; foi acima de tudo uma grande aventura!!!

NOTA: Lembro-me de talvez em 1997 ou 1998 (...), o Nuno França ter feito á noite - sem nunca sequer lá ter ido durante o dia - o "downhill" de Monsanto (então com uma vegetação grossa e densa), sem qualquer iluminação! Aquilo é que era... 6 bikes seguidas e só 3 é que tinham luz! Imagino que o Armstrong quando pedalou á noite - que fixe deve ter sido pedalar ás 4 da manhã - até levasse farois de halogéneo no capacete, guiador e quadro da bike. Outros tempos!!!

2 comentários:

sandrixa disse...

De férias sem a tua menina? Em Peniche? nem parece teu Galhaço.
Mas fizeste bem, dp do que têm passado com a maison bem mereciam


beijus

Sandrixa

Portuga do Pedal disse...

grande mourex, muito especial a tua descrição do monsanto. partilho as tuas memórias, dos meus tempos de portugal e já lá vão quase 20 anos. era realmente assim que eu via o parque e era isso que eu pensava do desporto. bicicleta? para totós, vamos mas é às gajas, qual bicla qual o quê fónix! não deixei de gostar de gajas (cruz credo!) mas o btt realmente evoluiu, nós evoluimos e a consciência colectiva ajudou - para rolar, escalar, dar azo a toda a adrenalina e depois ir ter com... as nossas gajas, que hoje são as esposas! he he
abraços